A criação de uma revista

No inicio das aulas nesse semestre, já nos primeiros dias de aula nós os alunos fomos orientados sobre o pim que nos aguardava “o mais trabalhoso do curso” diziam os professores, me reuni com outros membros do grupo e assim deu-se inicio ao nosso projeto, a  Revista Vitrola.

Foram vários os desafios que enfrentamos para que a revista ficasse pronta, semanas de planejamento e execução para que tudo ficasse perfeito, inclusive, durante o desenvolvimento do trabalho tivemos muito tempo de pesquisa em torno não só do projeto gráfico – que no final das contas é o que é de nossa maior competência e responsabilidade – mas também de questões pertinentes e muito importantes para caso da revista sair do projeto acadêmico e partir para as bancas “de verdade”, questões que envolviam principalmente a ética e o direito autoral, assuntos que descobrimos como sendo interligados.

Percebi o quão importante é o direito autoral, inclusive no processo criativo, é preciso saber as limitações, direitos e deveres que temos como criadores, o respeito para com o próximo e para com a sociedade em sua totalidade, trabalhar sempre visando não só os meus interesses mas o bem comum e o respeito a vida.

Partindo desse principio de respeito para como próximo e minha opnião em relação a produção de conhecimento, procurei estudar as leis de direito autoral para viabilizar o que eu gostaria de fazer: disponibilizar o projeto gráfico criado para a revista gratuitamente – inclusive para o uso comercial – em prol do bem comum.

Primeiramente discuti o assunto com os colegas do grupo pois eles também são os criadores do projeto e finalmente concordamos que isso seria o melhor a fazer. Até finalmente descobrimos a licença para este fim, o Creative Commons, que nos resguarda apenas o crédito autoral, mas não a autorização perante a lei para o uso do material criado por nós.

Em suma, graças ao estudo da ética e toda a pesquisa feita é que foi possível analisar criticamente nossa ética profissional, o processo criativo e a dilvulgação e compartilhamento de conhecimento de forma livre e democrática que nos levou a tomar a decisão mais correta possível, também pelo estudo, pudemos valorizar e respeitar outros profissionais como Abhijit Nadgouda do site iFaceThoughts que cria fontes tipográficas para uso livre – fonte essa utilizada em nosso projeto gráfico – que também acredita no livre acesso a informação.

Também através da ética, creditamos a aqueles que tem seus direitos protegidos pelas leis dos direitos autorais o uso de imagens e textos utilizados em nosso projeto acadêmico.

Entendi que a ética trata do respeito, respeito individual e conjunto em meios de convívio social. Ela não é só importante como acredito que seja essencial e graças a ela a realização da Revista Vitrola foi possível visando o melhor não só para nós os estudantes e futuros profissionais, mas também em toda sociedade, respeito para com aqueles que, como nós, procuram o aprendizado além das sala de aulas, a conhecimento que vem de outras pessoas sem prentensões financeiras, conhecimento livre e democrático a favor de todos.

Conclusão

Nosso objetivo

Produzir uma revista de alta qualidade visual voltada para um público exigente e de boa formação, com foco principal em comportamento e estilo de vida e que possua em sua vocação a arte em geral.
Para o logotipo utilizamos o Disco de Vinil, que nada mais é do que um dos símbolos da cultura e da música do século passado.

Logotipo

O logotipo foi pensado, conceitualmente, para fazer referência direta ao nome da revista “Vitrola”, ou seja, é um disco de vinil (conhecido também como LP – Long Play – de vinil) estilizado. Seu miolo pode variar nas cores para melhor combinação com as fotografias de capa. A fonte escolhida para o logotipo é a “ANGEL TEARS”, escolhida para dar mais dinamismo e rítimo ao título, pois se trata de uma fonte com formato disforme e não serifada. Logo abaixo do logotipo encontra-se o endereço do sitio na internet, preço e edição.

O conceito

Para falarmos sobre o conceito devemos, primeiro, contar uma breve história sobre o Rock.

O Rock and Roll surgiu nos subúrbios dos Estados Unidos no final dos anos 40 e início da década de 50. Criado a partir de ritmos musicais da cultura negra como o Blues, Gospel Music e Country, o Rock, revolucionou a maneira de fazer e ouvir música. Nessa época a segregação racial era grande e essa mistura de música negra, cantada por brancos e vice-versa, causou um grande impacto na sociedade, que já naquela época era super conservadora e racista.

Os efeitos sociais do Rock and Roll foram massivos e mundiais. Muito além de um simples estilo musical, o Rock and Roll influenciou estilos de vida, como a liberdade de expressão, a liberdade de falar e ser ouvido ou mesmo de trabalhar em causas especiais, na moda , como por exemplo as roupas hippies coloridas e floridas da década de 60 e 70 e das jaquetas de couro e calças jeans rasgadas do punk da década de 70 e 80, atitudes e linguagem que estão presentes em nossa sociedade até hoje. E assim esse estilo musical, não só conquistou seu espaço no mercado fonográfico, como foi uma das grandes motivações para o aparecimento do conceito de “música pop” que conhecemos atualmente.

Com o tempo o Rock and Roll evoluiu, apareceram várias vertentes, como, por exemplo, o “Heavy Metal” e o “Punk Rock”, e se solidificou como um dos grandes movimentos artísticos do século XX. A idéia é resgatar o início do rock nos anos 50 e utilizar os anos dourados desse estilo (anos 60 e 70). Para isso criamos um visual “oldschool”, onde usamos elementos dessas épocas no visual do projeto, na escolha das cores e também em
seu nome e logotipo.

O nome escolhido para a revista é VITROLA. Esse nome é claramente baseado nos antigos toca-discos, que foram um marco, durante os anos 60 e 70, para a indústria cultural e para o Rock and Roll. Foi com o advento da Vitrola (evolução do fonógrafo que surgiu em 1877, inventado pelo norte-americano Thomas A. Edison) que a música, e principalmente o Rock, se consolidou e ajudou a formar a indústria fonográfica que conhecemos até hoje. Graças a Vitrola era possível “ter” seu cantor favorito ao seu lado em sua casa.

Para a revista temos também esse mesmo pensamento. Informações que você pode ter sempre com você, sobre assuntos de grande interesse ao públicoalvo, ou seja, a música e a arte.

Em suas seções trataremos de assuntos como: moda, música, comportamento, dicas, lançamentos musicais e artísticos, exposições e entrevistas.

Projeto Gráfico

O Projeto gráfico foi pensado e direcionado para o público que gosta de arte e música (como já citado anteriormente), para isso, utilizamos grafismos temáticos, cores selecionadas e fotografias artística de qualidade, juntamente com um conteúdo específico voltado para esse fim. A grade foi dividida em 3 colunas para melhor aproveitamento do espaço de texto, dando bastante “respiro”, ou seja, espaço negativo (em branco) entre texto, imagem e o fundo, causando assim uma “limpeza” visual, deixando o layout mais leve e organizado.

A revista foi dividida em oito seções identificadas pelos chapéus (em formato de vinil) e com cores especificas para cada uma: azul escuro (Editorial); azul claro (Rockgrafia); amarelo escuro (Atitude); amarelo claro (Curiosidades); laranja (Vivendo Rock); verde (Estilo Rock); verde claro (Novidades); roxo (Opinião); vinho (Agenda).

Ou seja…  concluimos que:

A partir da pesquisa e do planejamento, desenvolvemos o conceito e o projeto gráfico para Revista Vitrola.

A Revista é voltada para o público que gosta e vive o Rock como um estilo de vida e aprecia a música como arte. Atentos a esse público e a esse nicho de mercado, resolvemos explorar esse assunto abordando, como foco principal, a arte e o design, além da música. Possui muitas referências de design e de arte, como as conceituadas “IDN” de Hong Kong, que aborda o design gráfico de uma forma singular para um público já experiente e profissional, a “Computer Arts” de Londres, que também fala de arte e design mas é voltada para um público mais jovem e iniciante, e a Rolling Stones de Nova York, que tem como tema principal música em geral mas que dá grande destaque ao rock. Pensando no público mais seleto e exigente, a revista foi criada com materiais específicos e de alta qualidade, com diagramação e direção artística focada e diferenciadas.

Cronograma

- Definição do conceito (27/03);

- Pesquisa de Mercado (28/03);

- Planejamento (03/04);

- Divisão de Tarefas (03/04) ;

- Cronograma (03/04);

- Pesquisa de matérias (10/04);

- Pesquisa de escritores (10/04);

- Pesquisa de referências (14/04);

- Pesquisa de imagens (15/05 a 22/05);

- Estudo de Cores (17/04);

- Ilustrações (24/04);

- Definição de Fontes e Grid (01/05);

- Estudo de Diagramação (08/05);

- Estudo de Materiais (15/05);

- Documentação (Memorial Descritivo);

- Elaboração da Defesa (10/05);

- Bibliografia (10/04 a 22/05);

- Elaboração do blog – Primeira Versão (10/04);

- Elaboração do blog – Segunda Versão (22/05 a 29/05);

- Diagramação e Direção de Arte (15/05 a 22/05);

- Revisão Geral (23/05);

- Produção Gráfica (23/05);

- Montagem do Boneco (24/05);

- Impressão Final (27/05);

- Trabalho Finalizado e Impresso (29/05);

- Entrega do Trabalho Gráfico (14/06);

- Entrega do Memorial Descritivo (14/06);

Filipe de França

Bom, vou relatar aqui uma situação que tive que lidar com costumes diferentes, aconteceu por volta de um ano atrás, foi quando uma amiga de um amigo meu veio passar um tempo aqui no Brasil, pois ela é dos Estados Unidos e não conhecia praticamente nada do Brasil, e meu amigo Robson estava muito ocupado com o trabalho, e ele pediu que eu fizesse companhia a ela, eu aceitei, mas foi ai que começou a loucura rsrs, pois eu não falo nada de inglês e ela muito menos de português, nossa algumas vezes era muito engraçado outras chegava a ser tenso, o principal problema era o idioma, nos comunicávamos na maior parte do tempo por gestos, muitas vezes ficava sufocado, porque ela não entendia nada do que eu falava, é uma sensação estranha, acho que pra ela foi pior, porque eu estava no meu mundo, e ela estava fora do dela, bom resumindo, é muito difícil é uma situação muito complica estar com uma pessoa que não entende nada do que você fala, mas foi bacana, foi ótimo, e desde que aconteceu isso, depois que ela foi embora, já estou a um ano no curso de inglês.

Fernando Coelho

Uma coisa inusitada que aconteceu comigo, foi quando uma vez estava indo para um jogo do São Paulo Fc. no estádio do Morumbi, se eu não me engano foi  a final da taça Rio São Paulo, o ano eu não me recordo, o jogo era entre São Paulo e “Curintia”, para quem costuma ir ao estádio especialmente ao Morumbi, sabe como que funciona dia de jogo ainda mais sendo um clássico, se trata de um dia tenso, isso devido a toda rivalidade e violência entra as torcidas, o trajeto de ida até o estádio estava tranquilo, só que chegando próximo a avenida Jorge João Saad, o principal acesso ao estádio, estava lotado de corintiano, não sabia que eles faziam esse caminho e que a torcida do São Paulo entrava pelo outro lado do estádio, quando percebi isso já era tarde não dava mais para voltar pra trás, se fizesse isso poderia dar muito na cara que era da outra torcida e isso poderia causar graves consequências, resolvi então me misturar e atravessar a avenida no meio dos rivais e quando chegasse na porta do estádio atravessar para o outro lado aonde ficava a torcida são paulina , eu estava junto de um amigo, não estava vestindo nada do São Paulo, fui em frente, me misturei e fui embora, é estranho, bom acredito que cada torcida tem a sua mania, mas o pouco que fiquei no meio da torcida “curintiana” identifiquei que eles gostam mesmo de sofrer ao contrário de outras torcidas que torcem para que o time ganhe de goleada, ouvi alguns comentando que tomara que o jogo seja complicado para valorizar mais a vitória, esse tipo de coisas, eu ouvia e concordava, mas achei bizarro, pelo menos na torcida do São Paulo, vamos torcendo para que o jogo seja tranquilo, visando sempre o resultado principal que é a vitoria independentemente do modo que ela venha, os caras demonstravam a vontade de sofrer, fora os cantos, tinha um que era mais ou menos assim, “…sou maloqueiro e sofredor graças a Deus”, pô como assim, sou sofredor graças a Deus, que isso, muito estranho, o povo estranho.

Cleber Lacerda

Certa vez, fiz uma viagem ao Cairo no Egito e lá, caminhando por alguns metros reparei vários homens andando de braços dados. Achei bem estranho pois eram muitos e em todos os lugares e por ser um país de maioria árabe muçulmana e sendo assim o homossexualismo radicalmente proibido, achei bem estanho. Chegando ao hotel, fiquei um pouco constrangido mas tomei coragem e perguntei a recepcionista se era normal esse comportamento. A moça, de burca, todo atenciosa e rindo muito me respondeu que é era muito normal. Lá, os homens quando são amigos andam de braços dados.

Como bom brasileiro, prefiro o nosso costume.

Bruno Mota

Há alguns anos atras tinha esse meu tio que gostava muito de madeira, o resultado não podia ter sido outro, ele acabou indo morar em Manaus por conta da sua “especialização”.
Até que em 1998 a familia toda resolveu fazer uma visita. Tio, tia, prima, irmãos e até a vovó todo mundo rumo a cidadezinha “perto” de Manaus na qual meu tio residia.

Foram inúmeras coisas que aconteceram que podem ser definidas como diferentes ou estranhas, chovia todo dia, calor de 50 graus, a floresta amazônica, o rio Amazonas… a Zona franca, o índios e os festivais do boi.

É um lugar incrível que todo brasileiro tem o dever de conhecer.

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